Netflix Anuncia A Sua Primeira Série Original Portuguesa

Inês Castel-Branco, Miguel Nunes e Joana Ribeiro são apenas alguns dos atores que fazem parte do elenco. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

Portugal apanhou finalmente o comboio das produções originais da Netflix, com um bilhete para a série Glória. Esta, que será o primeiro projeto nacional desenvolvido propositadamente para a plataforma de streaming, tem a pequena aldeia da região do Ribatejo, Glória, como pano de fundo, recuperando histórias de espionagem no auge da Guerra Fria, durante a década de 60.

Com as gravações já a decorrer entre Lisboa e o Ribatejo, o thriller histórico – produzido pela SPi do Grupo SP Televisão e coproduzido com a RTP – conta com nomes nacionais e internacionais, como Inês Castel-Branco, Miguel Nunes, Victoria Guerra, Afonso Pimentel, Adriano Luz, Joana Ribeiro, Sandra Faleiro, Carloto Cotta, Maria João Pinho, Carolina Amaral, Marcelo Urgeghe, Rafael Morais e Leonor Silveira. Enquanto a realização fica a cargo de Tiago Guedes, o argumento é de Pedro Lopes, que integrou as equipas de Auga Seca, Conta-me Como Foi e Laços de Sangue, avança a Netflix em comunicado.

A narrativa

É na RARET, um centro de transmissões americano que emite propaganda Ocidental para o Bloco de Leste localizada em Glória, que o foco da trama acontece. Este «improvável palco da Guerra Fria, onde as forças americanas e soviéticas lutaram através de perigosas manobras de sabotagem para obter o controlo da Europa», como descreve a plataforma de streaming em nota de imprensa, serve de cenário para uma narrativa centrada em João Vidal, um jovem engenheiro com ligações ao Regime Fascista Português que acaba recrutado pelo KGB, a organização de serviços secretos da União Soviética.

No mapa das grandes produções internacionais

José Amaral, director executivo da Spi, acredita que esta produção faz parte de «uma visão estratégica de expansão internacional» que tem vindo a ser percorrida. «Enquanto produtores, este momento representa igualmente para o mercado audiovisual Português o início de um novo ciclo, já que posiciona o nosso País no ‘roadmap’ das grandes produções internacionais que a Netflix tem vindo a preconizar», salienta, em comunicado.

Também o diretor dos canais RTP1 e RTP Internacional, José Fragoso, considera a gravação de Glória como «um momento histórico para a produção audiovisual do nosso país», devido à «chegada da ficção televisiva portuguesa a um novo patamar de qualidade e exigência»,