Afinal, Gigi Hadid Não Vai Ser Jurada No Caso Harvey Weinstein

Um documento em que era mencionada a relação com Cara Delevingne terá estado por trás da decisão do juíz. Por: Inês Aparício Imagens: © GTRESONLINE.

Atualização (17/01)

Gigi Hadid não se irá sentar na cadeira de jurada durante o processo de julgamento de Harvey Weinstein. Esta já havia sido chamada ao tribunal de Manhattan esta segunda-feira, 13 de janeiro, enquanto possível elemento do júri que iria avaliar o caso de alegadas agressão sexual predatória e violação em primeiro e terceiro graus do produtor cinematográfico. No entanto, quando regressou ao tribunal, esta quinta-feira, 16 de janeiro, foi informada de que não faria parte do júri.

Ainda que, quando questionada por James Burke – o juíz que está a presidir o caso – se conhecia o acusado, a modelo tenha garantido que, apesar da resposta ser afirmativa, seria imparcial no caso, esta acabou por não ser selecionada. De acordo com o The Guardian, por trás desta decisão, terá estado a entrega de um documento pela equipa de defesa de Weinstein, no qual avançavam que a mais nova das irmãs Hadid era amiga de Cara Delevingne, uma das 105 mulheres que o haviam acusado publicamente. Estes criticavam ainda o «ambiente carnavalesco» em que o processo estava a ser desenvolvido nessa mesma moção de 87 páginas.

Tal como Gigi, 60 outras pessoas foram dispensadas do júri no julgamento do empresário, avança a Variety.

 

Artigo original (14/01)

De entre os 120 possíveis jurados no julgamento de Harvey Weinstein, que apareceram no tribunal de Manhattan, esta segunda-feira, 13 de janeiro, um rosto destacou-se: o de Gigi Hadid. A modelo poderá, de acordo com a Reuters, ser um dos 12 elementos do júri que ajudará a avaliar o caso. No entanto, o processo de seleção está ainda numa fase inicial, pelo que não existem ainda certezas de que esta fará parte do painel de nova iorquinos que determinarão o destino do ex-produtor cinematográfico de Hollywood.

Quando o juíz que está a presidir o caso, James Burke, questionou quem conhecia Weinstein, a mais nova das irmãs Hadid foi uma das duas presentes que levantaram a mão. Posteriormente, esta adicionou conhecer Salma Hayek e «possivelmente Ryan Beatty», duas das potenciais testemunhas no processo de julgamento. Ainda assim, segundo a mesma agência de notícias, Gigi terá declarado conseguir ser imparcial no caso. «Penso que conseguirei manter uma mente aberta quanto aos factos», completou.

Dezenas de possíveis elementos do júri foram dispensados, depois de admitirem não conseguir ser imparciais, sem revelarem justificação. Como avança a CNN, a modelo faz parte de um grupo de 35 potenciais jurados a quem foi pedido que regressasse ao tribunal, na próxima quinta-feira. Nessa segunda fase de interrogatório, para a qual terão sido já convidadas 108 pessoas, serão realizadas perguntas mais detalhadas sobre os contextos e experiências destas, adiantou a Reuters.

Acusações a Harvey Weinstein

O processo de julgamento do empresário começou na semana passada, 6 de janeiro, mais de dois anos desde a publicação dos artigos do The New York Times, no qual Weinstein era exposto pelos alegados casos de assédio e abuso sexual que praticara. Este foi formalmente acusado de cinco crimes, que terão ocorrido entre 2006 e 2013. Declara-se inocente em todos estes, entre os quais agressão sexual predatória e violação em primeiro e terceiro graus, frisando que aconteceram com consentimento das envolvidas.

As acusações ao ex-produtor de cinema estiveram na origem dos movimentos #MeToo e Time’s Up e das consequentes denúncias relativamente a outras figuras do meio, como Bill CosbyKevin Spacey e Morgan Freeman.