Os Valores da Geração Z Tornaram-se Mais Evidentes Com a Pandemia

É esta uma das conclusões de um estudo sobre o grupo de nascidos entre 1997 e 2002. Por: Marisa Azevedo Imagem: Callum Shaw - Unsplash.

Encontrar algo de bom no meio de uma pandemia é o mesmo que tentar encontrar uma agulha num palheiro. Aliás, deve estar a pensar que encontrar aí uma agulha é mais fácil que encontrar positividade nesta situação. Mas, num estudo recente, citado pelo WWD, percebeu-se que o novo coronavírus veio, afinal, demonstrar quais as características e valores fundamentais para a Geração Z.

Significa isto que, neste momento, os consumidores deste grupo (que envolve todos os nascidos entre 1997 e 2012) estão mais cautelosos nos seus gastos e ambicionam um mundo justo e otimista, o que é visível, especialmente, nas ações de ativismo. A investigação da Gen Z Planet – uma empresa de investigação e consultoria centrada na próxima geração de «criadores de cultura, trabalhadores e consumidores» – concluiu ainda que a pandemia veio reforçar a ideia de que a mudança está em constante movimento.

Numa altura em que a vulnerabilidade das pequenas empresas é clara, «40% dos inquiridos disseram que, no futuro, pretendem apoiar as pequenas empresas locais», salientou Hana Ben-Shabat, fundadora da Gen Z Planet. «Os Gen Zs também têm estado muito atentos à forma como as marcas têm respondido, tanto à pandemia, como aos recentes protestos contra o racismo», adicionou.

Uma geração mais tolerante

A Lerma – uma agência criativa em Dallas – chegou a conclusões semelhantes, num outro relatório sobre a mesma geração. No estudo Gen Z Deconstructed: The Shifting Tides of Race & Diversity constatou-se que «63% da Geração Z é omnicultural», o que significa que «tem uma mentalidade unificadora, que atravessa todas as etnias, independentemente da raça, e consiste num padrão de compreensão, crenças e comportamentos que são partilhados devido ao contacto com culturas diferentes». O relatório concluiu também que a mentalidade omnicultural da Geração Z aumentou 22% em comparação com os Millennials.

Esta ideia é reiterada pela psicoterapeuta Gina Rees, que considera esta geração mais inclusiva e tolerante do que as gerações anteriores. «É como se tudo funcionasse para eles, além de estarem sempre empenhados em ser eles próprios. Ao contrário de outras gerações que pensam ‘oh não, não fazemos isso’, a Geração Z diz ‘isto é quem sou e é isto que faço’. É o ‘cada um sabe de si’ nos seus próprios termos», explicou.

As conclusões do estudo da Gen Z Planet «provam que este grupo vai ajudar principalmente na mudança da sociedade como a conhecemos – talvez mais significativamente do que qualquer outra geração em progresso».