Os Filtros Inspirados Em Cirurgia Plástica Vão Deixar De Aparecer No Instagram

O bem-estar dos utilizadores está mais uma vez na ordem do dia para a plataforma. Por: Inês Aparício -- Imagens: © Imaxtree.

Lábios exagerados, olhos maiores ou maçãs do rosto a tocar o céu, podiam ser conseguidos (ao que parece) uma vida atrás, apenas através de cirurgia plástica. Contudo, com a chegada das redes sociais e, em específico, dos filtros do Instagram, tornaram-se acessíveis a todos. Não na vida real, claro, mas no mundo digital. Agora, esta possibilidade de perceber como seria a aparência com o toque de um cirurgião vai ser banida da plataforma, numa tentativa de priorizar o bem-estar dos usuários.

A empresa que desenvolve e aprova os filtros de alteração da imagem dos utilizadores, a Spark AR, revelou que estão a «remover todos os filtros relativos à cirurgia plástica da galeria de efeitos do Instagram», assim como a «adiar a aprovação de novos efeitos associados a cirurgia plástica». «Queremos que os filtros façam parte de uma experiência positiva e, por isso, estamos a reavaliar as nossas políticas existentes tendo em conta que estão relacionadas com o bem-estar [dos indivíduos]», declarou, no Facebook.

Deste modo, filtros como o «Plastica», que aumenta instantaneamente a boca e levanta as sobrancelhas, ou o «Fix Me», através do qual surge, no rosto dos usuários, marcas a caneta normalmente feitas antes das cirurgias plásticas, serão removidos.

 

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fix me filter just out – come live your plastic surgery fantasy

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«Neste momento, não conseguimos ainda dizer qual a altura exata em que a nova política irá passar a funcionar», alerta a Spark AR. Isto significa que, durante as próximas semanas, existirá «um aumento das revisões dos efeitos e um atraso nas aprovações dos filtros».

O aumento da cirurgia plástica

Este anúncio, nota a Paper, chega cinco meses após um estudo apresentado pelo The Huffington Post, no qual era mostrada a influência das redes sociais na forma como os mais jovens veem a sua aparência. De acordo com este, o impacto das imagens que surgem nestas plataformas é negativo e leva os consumidores a recorrer mais frequentemente à cirurgia plástica.

De acordo com o especialista nesta área, Patrick Byrne, em declarações à CNN, parte do crescente interesse por estas cirurgias deve-se ao facto «dos jovens olharem mais para os seus rostos que nunca». «Claro que já tínhamos as fotografias antes, mas agora contemplamo-las mais e pensamos nelas a toda a hora», sublinhou.