Evan Rachel Wood Acusa Marilyn Manson de «Abusos Horríveis Durante Anos»

O artista já negou as acusações da atriz e de outras quatro mulheres que se lhe juntaram. Por: Inês Aparício Imagens: © Gtresonline.

Evan Rachel Wood revelara, há quase três anos, que havia sido vítima de violência doméstica por parte de um ex-parceiro, mas o nome do suposto perpetrador continuou uma incógnita. Até esta sexta-feira, 1 de fevereiro. «O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido pelo mundo com Marilyn Manson», escreveu a atriz no Instagram, denunciando longos anos de abusos psicológicos.

«Ele começou quando eu era ainda uma adolescente e praticou abusos horríveis durante anos. Fez-me uma lavagem cerebral e manipulou-me de forma a aceitar submeter-me», contou a atriz norte-americana. «Estou cansada de viver com medo de retaliações, difamação e chantagem. Estou aqui para expor este homem perigoso e chamar a atenção para as várias indústrias que o permitiram, antes que arruíne mais vidas», adicionou.

Já em 2018, esta havia detalhado, durante uma audiência perante o Comité de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes – cujo objetivo era aprovar um projeto-lei relativo a sobreviventes de violência sexual em todos os estados do país -, a sua experiência enquanto vítima. «Abuso psicológico, físico e sexual, que começou lentamente mas escalou com o tempo, incluindo ameaças contra a minha vida, severa manipulação e lavagem cerebral, acordar com o homem que dizia gostar de mim a violar o que acreditava ser o meu corpo inconsciente», delatou, sem nunca mencionar quem o havia realizado.

A esta, outras quatro mulheres juntaram-se para acusar o artista de abusos físicos e emocionais, incluindo comportamentos que caracterizam como «tortura», manipulação, coerção, violação e maus tratos.

Os efeitos das denúncias

Com o surgimento das acusações, medidas práticas foram já tomadas por parte das entidades que trabalham com Manson. A editora do artista, a Loma Vista Recordings, anunciou já ter colocado um ponto final na relação com o cantor. «A Loma Vista irá deixar de promover o seu atual álbum, com efeitos imediatos», pode ler-se no comunicado publicado nas redes sociais. «Devido a estes preocupantes desenvolvimentos, decidimos também não trabalhar com o Marilyn Manson em nenhum projeto futuro».

Além disso, de acordo com a Vanity Fair, o alegado abusador já não irá integrar uma nova temporada de Creepshow, como previsto. Um representante da AMC Networks, que detém a plataforma de streaming que desenvolve a série, esclareceu à revista que não irá lançar o segmento de Marilyn Manson, devido às denúncias.

Resposta do cantor

Tal como já havia acontecido no passado, quando outras acusações semelhantes vieram à tona, o artista negou categoricamente as alegações. «Obviamente, a minha arte e a minha vida sempre foram alvo de controvérsias, mas estas recentes acusações sobre mim são horríveis distorções da realidade. As minhas relações íntimas sempre foram inteiramente consensuais com parceiras com uma forma de pensar semelhante à minha. Independentemente de como – e porquê -, outros estão agora a escolher representar de forma errada o passado, essa é a verdade», declarou no Instagram.

Apoio de senadora

Susan Rubio, senadora do estado da Califórnia – que diz ser, ela própria, uma «sobrevivente» -, mostrou o seu apoio às supostas vítimas de abusos perpetrados pelo artista e enviou uma carta ao procurador-geral, Monty Wilkinson, e ao diretor do FBI, Christopher Wray, urgindo-os a investigar as denúncias.

«Tendo em conta que alguns dos alegados casos contra Marilyn Manson terão acontecido na Califórnia, estou especialmente alarmada», notou. «Estas alegações de abuso físico, emocional e financeiro contra Marilyn Manson, também conhecido como Brian Hugh Warner, devem ser tomadas seriamente em conta e minuciosamente investigadas. Se as autoridades de segurança não o fizerem, não iremos apenas falhar para com estas vítimas, mas possíveis futuras vítimas deste alegado perpetrador. Não podemos deixar que isso aconteça», acrescentou.