Emily Ratajkowski Protesta Contra o Acordo Conseguido Por Harvey Weinstein

«Fuck Harvey» Por: Inês Aparício Imagens: © GTRESONLINE.

A passadeira vermelha deixou de ser apenas um espaço onde vemos as escolhas das celebridades para um evento. Esta ganhou também um caráter ativista, ao ser pisada por várias figuras com uma voz sobre diversas questões políticas e sociais. Desde o dress code à desigualdade racial ou de género, mas também relativamente aos casos de alegado assédio e agressão sexual por grandes nomes da indústria, como Harvey Weinstein. Depois de várias atrizes a terem pintado de negro com os seus vestidos, de modo a mostrar o seu apoio às supostas vítimas deste, foi a vez de Emily Ratajkowski chamar novamente atenção para o caso, agora com novos desenvolvimentos.

Na première de Uncut Gems – o filme que o marido, Sebastian Bear-McClard, produziu -, a modelo levantou o braço esquerdo, em forma de protesto. Neste, escrevera «Fuck Harvey.» (em português, «vai te lixar, Harvey.», horas depois de o The New York Times revelar o acordo conseguido pelo produtor com as mais de 30 mulheres que o acusam de abuso sexual.

«Hoje, Harvey Weinstein e os seu antigo estúdio chegou a um acordo de $25 milhões com as suas vítimas. Weinstein, acusado de crimes desde assédio sexual a violação, não terá de admitir qualquer crime ou pagar com o seu próprio dinheiro», explicou no Instagram.

O acordo de Weinstein

Depois de dois anos em tribunal, Harvey Weinstein chegou a um acordo preliminar de 25 milhões de dólares (o equivalente a cerca de 22 milhões de euros) com as mais de três dezenas de mulheres que o acusaram, adiantou o The New York Times, esta quinta-feira, 12 de dezembro. Este requer ainda a aprovação do tribunal e assinatura de todas as partes envolvidas. Contudo, caso este seja firmado, o produtor não terá de admitir os crimes ou pagar, do seu próprio bolso, às alegadas vítimas. Seriam, em vez deste, as agências de seguro que representam o estúdio, que declarou, entretanto, falência, a Weinstein Company, quem o teria de fazer.

As acusações de assédio e abuso sexual a este empresário estiveram na origem dos movimentos #MeToo e Time’s Up e das consequentes denúncias relativamente a outras figuras do meio, como Bill Cosby, Kevin Spacey e Morgan Freeman.