A Crayola Desenvolveu Uma Coleção de Lápis de Cera Mais Representativa

A partir de julho, as crianças vão poder recriar mais de 40 tonalidades de pele nos seus desenhos. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

Com o passar do tempo, a Crayola apercebeu-se de que o espetro de tonalidades de pele não poderia ser reduzido a apenas um lápis de cor. A opção que dava às crianças, afirmando ser a «cor de pele» – um tom salmão ou cor de carne que refletia apenas uma mínima porção da população mundial -, não era suficiente para retratar as múltiplas culturas e etnias existentes. Assim, decidiu lançar duas embalagens diferentes de material escolar, mais representativas.

Os vários tons de nude vêm em caixas de 24 ou 32, sob o nome Colors of the World, os lápis de cera estarão disponíveis a partir de julho, no site da marca. A embalagem mais pequena pretende representar mais de 40 tonalidades de pele diferentes, variando entre três tons principais: amêndoa, dourado e cor-de-rosa. Já a outra é composta pelos mesmos 24 lápis de cera, aos quais foram adicionadas oito cores para pintar os olhos e o cabelo, nos desenhos.

«Num mundo cada vez mais diverso, a Crayola espera que os novos lápis de cera da Colors of the World aumentem a representatividade e contribuam para um maior sentido de pertença e aceitação», declarou o CEO da insígnia, Rich Wuerthele, em comunicado citado pela CNN. «Queremos que os novos lápis de cera promovam a inclusão com criatividade e tenham um impacto na forma como as crianças se expressam», completou.

O poder da maquilhagem

Semelhante ao processo por trás da criação destas caixas de lápis de cera, é o de desenvolver novas tonalidades de base ou corretor. Assim, para garantir que o material escolar refletia o mais precisamente possível os tons de pele, a Crayola uniu-se a Victor Casale, CEO e cofundador da MOB Beauty (que já passou pela MAC, enquanto diretor geral, e pela Cover FX, como diretor de inovação).

«Passei toda a minha vida a tentar criar tonalidades verdadeiramente globais, porque sei como é estar com uma pessoa que encontrou finalmente o seu tom perfeito», afirmou Victor Casale, em nota de imprensa, citada pelo New York Post. «Ao crescer, lembro-me de misturar os lápis cor-de-rosa e o castanho escuro para tentar conseguir o meu tom. Por isso, fiquei entusiasmado quando a Crayola me convidou para os ajudar a criar os lápis de cera Colors of the World», concluiu.

Para somar

Esta não é a primeira vez que a marca tenta representar diferentes culturas nos seus produtos. Como a insígnia esclareceu nas redes sociais, a coleção Multicultural foi lançada pela primeira vez já em 1992, mas apenas com oito cores diferentes. Este ainda está disponível no site da Crayola.