A C&A Quer Tornar-se Numa Marca de Emissões de Carbono Neutra

A marca delineou um plano para ser (ainda) mais sustentável. Por: Inês Aparício Imagens: © D. R.

Pode não ser o primeiro dia do ano, momento em que (quase) todos estabelecemos objetivos para os 365/366 dias que se seguem, mas a C&A estabeleceu, agora, metas até 2030: até essa altura, irá tornar-se neutra em emissões de carbono na Península Ibérica. E como o irá conseguir? Através da compensação do lançamento de CO2 para a atmosfera das suas 115 lojas em Portugal e Espanha.

Depois de ter calculado o valor das emissões de dióxido de carbono que gera em tudo o que envolva os seus espaços comerciais e escritórios – ou seja, desde os sistemas de aquecimento às deslocações dos seus funcionários, em trabalho -, a marca decidiu transformar campos degradados na cidade de Guanaré, no Uruguai, em «florestas úteis». Deste modo, conseguirá acumular cerca de 7 milhões de toneladas de CO2 durante todo o projeto (mais de 127.000 por ano).

O poder da reflorestação

Este processo é especialmente importante porque, tal como explica a marca em comunicado, ajudar a combater o aquecimento global de diferentes modos. Quer através da silvicultura sustentável, que permite o cultivo de espécies indígenas com um rápido crescimento, quer fornecendo sombra e melhorando o caráter do solo, o que se traduz na criação de habitats para animais e plantas que outrora foram prejudicadas pela extração ilegal de madeira ou a caça.

Um compromisso a longo prazo

Não só prometeu tornar-se neutra em emissões de carbono até 2030, como a C&A garantiu que, até à mesma data, irá reduzir as emissões de gases de efeito de estufa em 30%. A medida, que se insere no Plano de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) da empresa, diz respeito à cadeia de produção, fábricas e lojas. E como é que a insígnia pretende atingir esta meta? Com a «utilização e fornecimento de materiais mais sustentáveis», além da «gestão responsável do desempenho ambiental de sua cadeia de fornecimento», esclarece a marca.

«A C&A assumiu o compromisso de tornar a sustentabilidade a norma. Não apenas através das coleções, que oferecem produtos amigos do ambiente, mas também através da cadeia de valor e das operações», salientou Domingos Esteves, diretor geral da C&A para a Península Ibérica, em nota de imprensa.

Significa isto que a insígnia não quer ser sustentável pela metade. Até 2025, a marca pretende que a totalidade da eletricidade consumida em qualquer processo seja proveniente de fontes renováveis.