As Atrizes de ‘Bem Bom’ Contam Como é Interpretar as ‘Doce’

Parece que não é pêra doce. Por: Margarida Brito Paes Imagens: © D.R

‘Uma da manhã ei, bem bom duas da manhã…’ quem não sabe como acaba esta frase (uma percentagem quase nula de portugueses) tem mesmo de correr para o cinema no dia 25 de junho. É nesta data que estreia o filme que conta a história das Doce. E quem não conhece as Doce e as suas músicas, tem de conhecer. A apresentação do filme Bem Bom, realizado por Patrícia Sequeira, decorreu esta quinta-feira, 16 de janeiro, e foram reveladas as atrizes que daria vida à girls band dos anos 80.

Carolina Carvalho (Helena Coelho), Bárbara Branco (Fátima Padinha), Lia Carvalho (Teresa Miguel) e Ana Marta Ferreira (Laura Diogo), confessaram que este é um desafio incrível e que os ensaios não foram fáceis.

«Foi intenso e duro, mas não há nada que não se faça com muito trabalho», disse Lia Carvalho quando questionada sobre os ensaios onde canto, dança e representação eram um verdadeiro três em um. «Para mim cantar, dançar e representar é uma coisa que ainda estou a descobrir, porque eu fico nuns nervos que me tremo toda… tenho de ser muito sincera. É muito difícil. Eu não sei como estas mulheres conseguiam e sempre em bom. É muito difícil, e só se consegue alcançar esse feito com muito trabalho», corroborou Carolina carvalho.

Um projeto que sublinha a força feminina dentro e fora de cena

Este é um projeto que retrata não só as artistas, mas também as mulheres e a sua força. Uma força que se estendeu aos bastidores como contou Bárbara Branco. «As Doce foram maiores que qualquer um de nós, foram maiores que as próprias Doce. Acho que na altura elas não sabiam sequer o que estavam a construir e a marca que estavam a ter. Comigo passou-se um bocadinho isso em relação a este projeto. Pensei: ‘Ok. Eu não sei para o que é que vou, mas vou e vou com força’. A verdade é que eu cheguei e estávamos todas na mesma onda. Éramos sete mulheres fortes, porque sei que somos mulheres fortes, focadas e muito determinadas. A Patrícia sabe muito bem o que é que quer com este projeto, com este filme e com este renascer das Doce. Acho que desde o princípio que tivemos um grande foco para este projeto. Foi um projeto muito intenso.  Estamos há dois meses a ensaiar. Foi uma construção muito profunda. Ainda não conhecíamos as nossas Doce quando começamos o projeto, mas acho que temos todas a certeza que este é um projeto muito forte».

«A Laura é uma mulher que parece ser frágil, mas não é. É uma mulher com muita força, sempre muito cuidada pelas colegas. A Laura foi Miss, mas foi mandada para o meio de três leoas com muita garra. E não foi nada fácil. Cada vez que avançávamos e íamos descobrindo mais com estas mulheres, pelo menos eu, criei uma grande compaixão pela Laura. Elas passaram por tanto, e mesmo assim não desistiam, e continuavam a trabalhar e davam o seu melhor. Podiam estar cansadíssimas das digressões que faziam numa carrinha com as piores condições, mas quando entravam em palco era para dar tudo. E davam tudo. É uma inspiração para nós enquanto atrizes» frisou Ana Marta Ferreira.

Mais que um filme

Bem Bom, não é apenas um filme. Além da estreia nas salas de cinema, a história das Doce poderá ser acompanhada, no último trimestre do ano, em formato de série. A transmissão será da RTP e o ângulo apresentado será diferente do filme, apesar de coincidirem no espaço temporal, de 1979 a 1982. No filme o foco será a sua vida enquanto artistas, enquanto a série se irá prender mais com o lado pessoal.

O elenco conta ainda com  Edurado Breta, no papel de Tozé Brito, José Mata e Nuno Nolasco. As gravações começam já na próxima semana. Veja na galeria as imagens da apresentação.